“Considero um dos meus melhores espetáculos infantis que já vi e me alegro muito, sempre, saber que sua criação foi feita em cima de um dos livros que mais me encantou fazer. Seu Planeta é inacreditável, pois você fez o milagre de transformar uma coisa que era só livro, apenas livro, numa coisa viva, falante, dançante, soante, um espetáculo cheio de emoção.”
Assim se referiu Ziraldo, dirigindo-se ao adaptador e diretor Carlos Arruda (Puruca), ao espetáculo O Planeta Lilás, cuja nova montagem tem estreia paulista no dia 7 de novembro, no Teatro do SESC POMPEIA, Rua Clélia, 93, São Paulo. A peça permanece em cartaz todos os sábados às 13h30 e domingos (à exceção do dia 8) e feriado (dia 20) às 12h, até o 29 de novembro.
O Planeta Lilás volta à cena pelas mãos do mesmo grupo do consagrado infantil Bonequinha de Pano, também de Ziraldo. O grupo foi responsável por diversas montagens, desde 1981. Recebeu várias indicações para o Prêmio Mambembe e APETESP. Em sua longa carreira, sempre com sucesso de público e crítica, já atingiu a marca de 1000 sessões. A maior parte delas foi feita para o Projeto Escola. Planeta Lilás é ao mesmo tempo divertido e educativo. Afinal, seu tema é o livro e seus personagens os elementos que o compõem: o “Branco” (da página), o “Preto” (da tinta em que o texto é escrito), a “Idéia”, as “Cores”, as letras (representadas pelo “A”) os sinais gráficos (representados pelo “Ponto Final”), etc. “Planeta Lilás é um ato de amor ao livro”, como disse Carlos Drummond de Andrade. Para Ziraldo, “o livro é maior que o universo, porque esse cabe inteirinho dentro de suas páginas”.
A nova montagem traz muitas novidades. A principal é o uso de projeções para criar personagens virtuais, como as Cores, que contracenam com o elenco real, acentuando o caráter multimídia do espetáculo. Cenários e figurinos — criados por Alberto Camarero, também responsável pelas versões anteriores — são novos, assim como a trilha sonora. Parte dela, de Débora Murbach, da primeira montagem, recebeu novos arranjos e parte é inédita, criada por Vital Lima e Jamil Damous.
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O público-alvo de O Planeta Lilás é o mais amplo possível, incluindo as crianças menores, que irão se divertir com os muitos elementos lúdicos, o tempo todo presentes ao longo de 50 minutos.
O novo Planeta estréia com Isabel Francisco, como o Bichinho condutor da história e com Fernando Leme, nos demais papéis. Um segundo elenco se revezará mais tarde com eles, trazendo de volta ao palco Zezé Fassina e Carlos Arruda (Puruca), que são também produtora e diretor/adaptador da nova montagem. Zezé e Puruca já realizaram quatro espetáculos com a assinatura de Ziraldo. Foram três as adaptações feitas por Puruca — além do Planeta, A Bela Borboleta e O Bichinho da Maçã — e mais Bonequinha de Pano, peça escrita pelo próprio Ziraldo especialmente para ser dirigida por Puruca e interpretada, num solo, por Zezé. Esta já tem sete anos de sucesso de público e crítica. Recebeu três prêmios Maria Clara Machado no Rio de Janeiro, esteve em todos os estados brasileiros e até no Japão, apresentada em oito cidades para filhos de imigrantes brasileiros. O que inspirou Ziraldo a escrever Bonequinha de pano foi o primeiro Planeta Lilás:
Um dia vi Zezé Fassina vivendo o improvável bichinho do meu “Planeta Lilás”. No livro o bichinho é apenas sugerido. O leitor é que tem que imaginar como ele poderia ser. E o ator que decidir partir para sua criação no palco é que tem que inventá-lo, como um ser criado de um sopro. A Zezé me encantou vivendo o meu bichinho. Aí, eu falei pra ela: “Vou escrever uma peça pra você. Uma peça só pra você.” (...)
Agora, com a mesma equipe de Bonequinha de Pano, acrescida de novos tripulantes, o foguete do Planeta Lilás será lançado dia 7 de novembro, no Teatro SESC POMPEIA.
Sinopse da peça:
É a viagem do Bichinho que vive solitário em seu Planeta Lilás. Cansado de viver no seu planeta, onde tudo é roxo, resolve construir um foguete e conhecer o universo. Nessa viagem, vai descobrindo outros planetas e conhecendo seus habitantes: o Branco, o Preto, as Cores, a Idéia, as Letras, o Ponto Final. Estes são os outros personagens da história. Aí o Bichinho percebe que cada letra é uma estrela e que juntando as letras forma a palavra, uma constelação. Só então descobre que o universo por onde ele viajou era um livro. E que o seu planeta lilás não era bem um planeta e sim uma flor, uma violeta que estava guardada dentro do livro.
Ficha Técnica
Texto Ziraldo
Adaptação e Direção Carlos Arruda
Elenco Isabel Francisco/Zezé Fassina (Bichinho)
Fernando Leme/Carlos Arruda
(Branco, Preto, Idéia, Ponto Final
e Letra A)
Cenário e Figurino Alberto Camarero
Produção Zezé Fassina e Jamil Damous
Direção musical Fernando Carvalho
Músicas Débora Murbach, Vital Lima e Jamil Damous
Animação Leandro Angare
Iluminação Fábio Retti
Operação de luz e som Nelson Galhardo
Design gráfico Ruth Marina Lima (Assistência de arte: Carlos Frederico)
Fotografia Liz Wood
Confecção de figurinos e adereços Hugo Marinelli
Elenco na cena das cores (vídeo) Lili Rossetti e Rodrigo Scabbia
Locução na cena das cores (vídeo) Alexandre Souzah, Anselmo Carvalho, Rodrigo Rocha, Daniela Varotto, Lya Bueno e Lili Rossetti
Instrumentistas e Arranjadores Nando Chagas, Cecelo Frony e Fernando Carvalho (Gravado no Estúdio Professor Pardal - RJ)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
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