‘O Planeta Lilás’, de Ziraldo, é destaque no Sesi
Francine Moreno
São José do Rio Preto, 5 de Junho, 2010
Em sua exploração pelo ‘espaço’, personagem vai percebendo que cada letra é uma estrela, e que juntas elas formam uma ‘constelação’ de palavras no livro
A literatura infantil “O Planeta Lilás”, do cartunista, escritor e jornalista Ziraldo, depois de inovar a maneira tradicional de contar histórias por meio da imaginação, ganha peso agora no teatro com o espetáculo da Zezé Produções, do Rio de Janeiro. A apresentação, gratuita, está marcada para hoje e amanhã, às 16 horas, no teatro do Sesi. O texto gira em torno de um bichinho solitário cansado de viver em um planeta de uma única cor, a lilás. A adaptação, dirigida por Carlos Arruda, aborda temas como a valorização da leitura de forma lúdica, a curiosidade e as descobertas. O espetáculo é válido pelo Circuito Viagem Teatral do Sesi - pelo qual está programada a vinda de mais 11 montagens de grupos profissionais de todo o País. Na peça, o bichinho solitário cansado de viver no seu planeta, onde tudo é lilás, resolve construir um foguete e conhecer o universo. Nessa viagem, vai descobrindo outros planetas e conhecendo seus habitantes: o Branco, o Preto, as Cores, a Ideia, as Letras, o Ponto Final. O bichinho percebe que cada letra é uma estrela e que juntando as letras forma a palavra, uma constelação. Só então descobre que o universo por onde ele viajou era um livro. E que o seu planeta lilás não era bem um planeta e sim uma flor, uma violeta que estava guardada dentro do livro. A ideia de Zezé Fassina, fundadora da companhia, é que quem for assistir à peça se divirta com as descobertas da simpática protagonista. “A peça é para divertir”. É recomendado para um público maior de seis anos, mas menores que isso também podem assistir. “Crianças com seis anos compreendem melhor a história, no entanto, como o bichinho fica em cena e a cada sete minutos entra um personagem novo, isso prende a atenção de meninos e meninas de três e quatro anos”, diz Zezé. O espetáculo, de 50 minutos de duração, auxilia as crianças a enxergar melhor as questões pertinentes à fase pela qual estão passando. Montado pela primeira vez em 1981 pela companhia, “O Planeta Lilás” já teve reconhecimento do Prêmio Mambembe daquele ano. Entre os espetáculos abertos ao público e apresentações em escolas, foram cerca de mil sessões ao longo de oito anos. No ano passado, o projeto foi reformulado com apenas dois atores. A atriz Isabel Francisco, indicada como melhor atriz para o Prêmio Zilka Salaberry de Teatro Infantil de 2009, é o bichinho condutor da história, e Fernando Leme atua nos demais papéis. O cenário ganhou projeções para criar personagens virtuais, como as cores, que contracenam com o elenco. As músicas, de rimas ingênuas, auxiliam no andamento do espetáculo, que também combina humor e emoção. “Para passar ideia de que os personagens estão dentro de um livro, são usadas várias projeções e trabalho de luz”, diz Zezé. Já o figurino acompanha toda a estética do cenário. “Tem um inflável que cria várias formas e cores. As crianças adoram, principalmente as bolhas gigantes”, destaca. Zezé afirma que a adaptação rendeu boas parcerias para a companhia. “Foi a partir desta peça que criamos um vínculo com Ziraldo, que nos deu mais três adaptações para teatro de seus livros”, diz. Para ela, trabalhar com o universo infantil é um grande barato. “Eu e o diretor da peça, Carlos Arruda, trabalhomos exclusivamente com peças infantis há 35 anos. Atravessamos uma época em que o teatro para crianças era apenas um trampolim para os outros.” A atriz analisa as crianças de hoje como um público muito exigente. “Não é como o adulto, que já foi educado para ficar quieto, mesmo se não estiver gostando do espetáculo. Se não for legal, a criança se manifesta, pede para ir no banheiro, fala que está ruim ou vai embora.” Por este motivo, a atriz bate palmas para iniciativas como o Viagem Teatral. “O projeto marca pela descentralização das peças nas grandes capitais. Viajar com esses trabalhos tem muitos custos. Por meio da iniciativa, os grupos podem mostrar os espetáculos criados para os grandes centros com a mesma qualidade, cenário, figurino e elenco no interior”, diz.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
CRIANÇAS
O Planeta Lilás. Ziraldo orgulha-se de ter alfabetizado seus filhos espalhando papéis com sílabas soltas pela casa e incentivando-os a encaixar os pedacinhos. Claro, o colégio também ajudou, mas não se pode negar o apreço do artista mineiro pelo tema. O encantamento de seu livro O Planeta Lilás, uma fábula sobre a descoberta da leitura, ganha cores e bons atores na adaptação teatral em cartaz no Teatro Sesi. Isabel Francisco encarna o protagonista Bichinho. Cansado de habitar um mundo onde tudo é roxo, o pequeno ser parte em busca de novas aventuras. Aí entra em cena o versátil Fernando Leme Passos, em personagens como a Ideia, as Letras e o divertido Ponto Final, com seu jeito de rapper. Figurinos e adereços de Alberto Camarero e a inspirada trilha sonora de Débora Murbach valorizam ainda mais o musical em que, como ensina Ziraldo, cada letra é uma estrela e as constelações formam palavras.
VEJA Rio – SESC TIJUCA – 25-09-2010
O Planeta Lilás, de Ziraldo. Com adaptação e direção de Carlos Arruda, o texto bem-humorado e inteligente é interpretado pela entrosada e impecável dupla Zezé Fassina Fernando Leme. O divertido Bichinho (vivido pela atriz) é um ser indefinido que, cansado de viver num mundo roxo, lilás e violeta, resolve visitar novas paragens. Em seu percurso, conhece personagens como o Branco, o Preto, a Ideia, a Letra A e o Ponto Final (todos interpretados pelo ator). No cenário de Alberto Camarero, projeções criam personagens virtuais que interagem com os personagens em cena (50min). Rec. a partir de 2 anos. Reestreou em 11/9/2010. Sesc Tijuca (250 lugares). Rua Barão de Mesquita, 539, Tijuca, 3138-2167. Sábado e domingo, 17h. R$ 12,00. Bilheteria: a partir das 14h (sáb. e dom.). Comerciários e seus dependentes, estudantes e maiores de 65 anos pagam meia-entrada. Até domingo (3).
O Planeta Lilás, de Ziraldo. Com adaptação e direção de Carlos Arruda, o texto bem-humorado e inteligente é interpretado pela entrosada e impecável dupla Zezé Fassina Fernando Leme. O divertido Bichinho (vivido pela atriz) é um ser indefinido que, cansado de viver num mundo roxo, lilás e violeta, resolve visitar novas paragens. Em seu percurso, conhece personagens como o Branco, o Preto, a Ideia, a Letra A e o Ponto Final (todos interpretados pelo ator). No cenário de Alberto Camarero, projeções criam personagens virtuais que interagem com os personagens em cena (50min). Rec. a partir de 2 anos. Reestreou em 11/9/2010. Sesc Tijuca (250 lugares). Rua Barão de Mesquita, 539, Tijuca, 3138-2167. Sábado e domingo, 17h. R$ 12,00. Bilheteria: a partir das 14h (sáb. e dom.). Comerciários e seus dependentes, estudantes e maiores de 65 anos pagam meia-entrada. Até domingo (3).
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Meu caro Puruca,
Você já adaptou para o teatro infantil os meus livros Planeta Lilás, Bela Borboleta e o Bichinho da Maçã. Todos os meus livros – todos! - já foram adaptados para o teatro infantil por este Brasil afora. O Menino Maluquinho e o Flicts, meu Deus, já perderam a conta de quantas vezes foram encenados! Já vi dezenas dessas adaptações. E não preciso repetir o meu encantamento pelo seu trabalho. No caso específico então do Planeta, você fez maravilhas com ele. Considero um dos meus melhores espetáculos infantis que já vi e me alegro muito, sempre, saber que sua criação foi feita em cima de um dos livros que mais me encantou fazer. Seu Planeta é inacreditável, pois você fez o milagre de transformar uma coisa que era só livro, apenas livro, numa coisa viva, falante, dançante, soante, um espetáculo cheio de emoção.
É com grande alegria que dou este testemunho sobre você, pois – você sabe – tenho a maior admiração e o maior respeito pela sua capacidade de criar, sua inventiva, sua seriedade.
Estou torcendo por vocês. Muito boa sorte e muito obrigado pela emoção que sempre me proporciona.
Um abraço do amigo e admirador,
Ziraldo
Você já adaptou para o teatro infantil os meus livros Planeta Lilás, Bela Borboleta e o Bichinho da Maçã. Todos os meus livros – todos! - já foram adaptados para o teatro infantil por este Brasil afora. O Menino Maluquinho e o Flicts, meu Deus, já perderam a conta de quantas vezes foram encenados! Já vi dezenas dessas adaptações. E não preciso repetir o meu encantamento pelo seu trabalho. No caso específico então do Planeta, você fez maravilhas com ele. Considero um dos meus melhores espetáculos infantis que já vi e me alegro muito, sempre, saber que sua criação foi feita em cima de um dos livros que mais me encantou fazer. Seu Planeta é inacreditável, pois você fez o milagre de transformar uma coisa que era só livro, apenas livro, numa coisa viva, falante, dançante, soante, um espetáculo cheio de emoção.
É com grande alegria que dou este testemunho sobre você, pois – você sabe – tenho a maior admiração e o maior respeito pela sua capacidade de criar, sua inventiva, sua seriedade.
Estou torcendo por vocês. Muito boa sorte e muito obrigado pela emoção que sempre me proporciona.
Um abraço do amigo e admirador,
Ziraldo
“Considero um dos meus melhores espetáculos infantis que já vi e me alegro muito, sempre, saber que sua criação foi feita em cima de um dos livros que mais me encantou fazer. Seu Planeta é inacreditável, pois você fez o milagre de transformar uma coisa que era só livro, apenas livro, numa coisa viva, falante, dançante, soante, um espetáculo cheio de emoção.”
Assim se referiu Ziraldo, dirigindo-se ao adaptador e diretor Carlos Arruda (Puruca), ao espetáculo O Planeta Lilás, cuja nova montagem tem estreia paulista no dia 7 de novembro, no Teatro do SESC POMPEIA, Rua Clélia, 93, São Paulo. A peça permanece em cartaz todos os sábados às 13h30 e domingos (à exceção do dia 8) e feriado (dia 20) às 12h, até o 29 de novembro.
O Planeta Lilás volta à cena pelas mãos do mesmo grupo do consagrado infantil Bonequinha de Pano, também de Ziraldo. O grupo foi responsável por diversas montagens, desde 1981. Recebeu várias indicações para o Prêmio Mambembe e APETESP. Em sua longa carreira, sempre com sucesso de público e crítica, já atingiu a marca de 1000 sessões. A maior parte delas foi feita para o Projeto Escola. Planeta Lilás é ao mesmo tempo divertido e educativo. Afinal, seu tema é o livro e seus personagens os elementos que o compõem: o “Branco” (da página), o “Preto” (da tinta em que o texto é escrito), a “Idéia”, as “Cores”, as letras (representadas pelo “A”) os sinais gráficos (representados pelo “Ponto Final”), etc. “Planeta Lilás é um ato de amor ao livro”, como disse Carlos Drummond de Andrade. Para Ziraldo, “o livro é maior que o universo, porque esse cabe inteirinho dentro de suas páginas”.
A nova montagem traz muitas novidades. A principal é o uso de projeções para criar personagens virtuais, como as Cores, que contracenam com o elenco real, acentuando o caráter multimídia do espetáculo. Cenários e figurinos — criados por Alberto Camarero, também responsável pelas versões anteriores — são novos, assim como a trilha sonora. Parte dela, de Débora Murbach, da primeira montagem, recebeu novos arranjos e parte é inédita, criada por Vital Lima e Jamil Damous.
─
O público-alvo de O Planeta Lilás é o mais amplo possível, incluindo as crianças menores, que irão se divertir com os muitos elementos lúdicos, o tempo todo presentes ao longo de 50 minutos.
O novo Planeta estréia com Isabel Francisco, como o Bichinho condutor da história e com Fernando Leme, nos demais papéis. Um segundo elenco se revezará mais tarde com eles, trazendo de volta ao palco Zezé Fassina e Carlos Arruda (Puruca), que são também produtora e diretor/adaptador da nova montagem. Zezé e Puruca já realizaram quatro espetáculos com a assinatura de Ziraldo. Foram três as adaptações feitas por Puruca — além do Planeta, A Bela Borboleta e O Bichinho da Maçã — e mais Bonequinha de Pano, peça escrita pelo próprio Ziraldo especialmente para ser dirigida por Puruca e interpretada, num solo, por Zezé. Esta já tem sete anos de sucesso de público e crítica. Recebeu três prêmios Maria Clara Machado no Rio de Janeiro, esteve em todos os estados brasileiros e até no Japão, apresentada em oito cidades para filhos de imigrantes brasileiros. O que inspirou Ziraldo a escrever Bonequinha de pano foi o primeiro Planeta Lilás:
Um dia vi Zezé Fassina vivendo o improvável bichinho do meu “Planeta Lilás”. No livro o bichinho é apenas sugerido. O leitor é que tem que imaginar como ele poderia ser. E o ator que decidir partir para sua criação no palco é que tem que inventá-lo, como um ser criado de um sopro. A Zezé me encantou vivendo o meu bichinho. Aí, eu falei pra ela: “Vou escrever uma peça pra você. Uma peça só pra você.” (...)
Agora, com a mesma equipe de Bonequinha de Pano, acrescida de novos tripulantes, o foguete do Planeta Lilás será lançado dia 7 de novembro, no Teatro SESC POMPEIA.
Sinopse da peça:
É a viagem do Bichinho que vive solitário em seu Planeta Lilás. Cansado de viver no seu planeta, onde tudo é roxo, resolve construir um foguete e conhecer o universo. Nessa viagem, vai descobrindo outros planetas e conhecendo seus habitantes: o Branco, o Preto, as Cores, a Idéia, as Letras, o Ponto Final. Estes são os outros personagens da história. Aí o Bichinho percebe que cada letra é uma estrela e que juntando as letras forma a palavra, uma constelação. Só então descobre que o universo por onde ele viajou era um livro. E que o seu planeta lilás não era bem um planeta e sim uma flor, uma violeta que estava guardada dentro do livro.
Ficha Técnica
Texto Ziraldo
Adaptação e Direção Carlos Arruda
Elenco Isabel Francisco/Zezé Fassina (Bichinho)
Fernando Leme/Carlos Arruda
(Branco, Preto, Idéia, Ponto Final
e Letra A)
Cenário e Figurino Alberto Camarero
Produção Zezé Fassina e Jamil Damous
Direção musical Fernando Carvalho
Músicas Débora Murbach, Vital Lima e Jamil Damous
Animação Leandro Angare
Iluminação Fábio Retti
Operação de luz e som Nelson Galhardo
Design gráfico Ruth Marina Lima (Assistência de arte: Carlos Frederico)
Fotografia Liz Wood
Confecção de figurinos e adereços Hugo Marinelli
Elenco na cena das cores (vídeo) Lili Rossetti e Rodrigo Scabbia
Locução na cena das cores (vídeo) Alexandre Souzah, Anselmo Carvalho, Rodrigo Rocha, Daniela Varotto, Lya Bueno e Lili Rossetti
Instrumentistas e Arranjadores Nando Chagas, Cecelo Frony e Fernando Carvalho (Gravado no Estúdio Professor Pardal - RJ)
Assim se referiu Ziraldo, dirigindo-se ao adaptador e diretor Carlos Arruda (Puruca), ao espetáculo O Planeta Lilás, cuja nova montagem tem estreia paulista no dia 7 de novembro, no Teatro do SESC POMPEIA, Rua Clélia, 93, São Paulo. A peça permanece em cartaz todos os sábados às 13h30 e domingos (à exceção do dia 8) e feriado (dia 20) às 12h, até o 29 de novembro.
O Planeta Lilás volta à cena pelas mãos do mesmo grupo do consagrado infantil Bonequinha de Pano, também de Ziraldo. O grupo foi responsável por diversas montagens, desde 1981. Recebeu várias indicações para o Prêmio Mambembe e APETESP. Em sua longa carreira, sempre com sucesso de público e crítica, já atingiu a marca de 1000 sessões. A maior parte delas foi feita para o Projeto Escola. Planeta Lilás é ao mesmo tempo divertido e educativo. Afinal, seu tema é o livro e seus personagens os elementos que o compõem: o “Branco” (da página), o “Preto” (da tinta em que o texto é escrito), a “Idéia”, as “Cores”, as letras (representadas pelo “A”) os sinais gráficos (representados pelo “Ponto Final”), etc. “Planeta Lilás é um ato de amor ao livro”, como disse Carlos Drummond de Andrade. Para Ziraldo, “o livro é maior que o universo, porque esse cabe inteirinho dentro de suas páginas”.
A nova montagem traz muitas novidades. A principal é o uso de projeções para criar personagens virtuais, como as Cores, que contracenam com o elenco real, acentuando o caráter multimídia do espetáculo. Cenários e figurinos — criados por Alberto Camarero, também responsável pelas versões anteriores — são novos, assim como a trilha sonora. Parte dela, de Débora Murbach, da primeira montagem, recebeu novos arranjos e parte é inédita, criada por Vital Lima e Jamil Damous.
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O público-alvo de O Planeta Lilás é o mais amplo possível, incluindo as crianças menores, que irão se divertir com os muitos elementos lúdicos, o tempo todo presentes ao longo de 50 minutos.
O novo Planeta estréia com Isabel Francisco, como o Bichinho condutor da história e com Fernando Leme, nos demais papéis. Um segundo elenco se revezará mais tarde com eles, trazendo de volta ao palco Zezé Fassina e Carlos Arruda (Puruca), que são também produtora e diretor/adaptador da nova montagem. Zezé e Puruca já realizaram quatro espetáculos com a assinatura de Ziraldo. Foram três as adaptações feitas por Puruca — além do Planeta, A Bela Borboleta e O Bichinho da Maçã — e mais Bonequinha de Pano, peça escrita pelo próprio Ziraldo especialmente para ser dirigida por Puruca e interpretada, num solo, por Zezé. Esta já tem sete anos de sucesso de público e crítica. Recebeu três prêmios Maria Clara Machado no Rio de Janeiro, esteve em todos os estados brasileiros e até no Japão, apresentada em oito cidades para filhos de imigrantes brasileiros. O que inspirou Ziraldo a escrever Bonequinha de pano foi o primeiro Planeta Lilás:
Um dia vi Zezé Fassina vivendo o improvável bichinho do meu “Planeta Lilás”. No livro o bichinho é apenas sugerido. O leitor é que tem que imaginar como ele poderia ser. E o ator que decidir partir para sua criação no palco é que tem que inventá-lo, como um ser criado de um sopro. A Zezé me encantou vivendo o meu bichinho. Aí, eu falei pra ela: “Vou escrever uma peça pra você. Uma peça só pra você.” (...)
Agora, com a mesma equipe de Bonequinha de Pano, acrescida de novos tripulantes, o foguete do Planeta Lilás será lançado dia 7 de novembro, no Teatro SESC POMPEIA.
Sinopse da peça:
É a viagem do Bichinho que vive solitário em seu Planeta Lilás. Cansado de viver no seu planeta, onde tudo é roxo, resolve construir um foguete e conhecer o universo. Nessa viagem, vai descobrindo outros planetas e conhecendo seus habitantes: o Branco, o Preto, as Cores, a Idéia, as Letras, o Ponto Final. Estes são os outros personagens da história. Aí o Bichinho percebe que cada letra é uma estrela e que juntando as letras forma a palavra, uma constelação. Só então descobre que o universo por onde ele viajou era um livro. E que o seu planeta lilás não era bem um planeta e sim uma flor, uma violeta que estava guardada dentro do livro.
Ficha Técnica
Texto Ziraldo
Adaptação e Direção Carlos Arruda
Elenco Isabel Francisco/Zezé Fassina (Bichinho)
Fernando Leme/Carlos Arruda
(Branco, Preto, Idéia, Ponto Final
e Letra A)
Cenário e Figurino Alberto Camarero
Produção Zezé Fassina e Jamil Damous
Direção musical Fernando Carvalho
Músicas Débora Murbach, Vital Lima e Jamil Damous
Animação Leandro Angare
Iluminação Fábio Retti
Operação de luz e som Nelson Galhardo
Design gráfico Ruth Marina Lima (Assistência de arte: Carlos Frederico)
Fotografia Liz Wood
Confecção de figurinos e adereços Hugo Marinelli
Elenco na cena das cores (vídeo) Lili Rossetti e Rodrigo Scabbia
Locução na cena das cores (vídeo) Alexandre Souzah, Anselmo Carvalho, Rodrigo Rocha, Daniela Varotto, Lya Bueno e Lili Rossetti
Instrumentistas e Arranjadores Nando Chagas, Cecelo Frony e Fernando Carvalho (Gravado no Estúdio Professor Pardal - RJ)
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